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Alunos da Sala de Recursos realizam pesquisa sobre o pássaro Urutau após ave ser vista no pátio da escola


Data: 12 de setembro de 2019

Fotos do pássaro na escola:

Pássaro visto pelos alunos da sala de recursos que apareceu no pátio da escola no dia 09/09/2019.

Com a curiosidade dos alunos fizemos uma pesquisa na internet.

Urutau

ou

Mãe-da-lua

O mãe-da-lua é uma ave da ordem Nyctibiiformes da família Nyctibiidae. Conhecido também como urutau, urutau-comum, urutágua, urutágo, Kúa-kúa e Uruvati (nomes indígenas – Mato Grosso).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) nux = noite; e bios = vida; nuktibios = aquele que se alimenta na noite; e do (latim) griseus = acinzentado, cinza. ⇒ (Pássaro) cinza que se alimenta a noite.

Características

O mãe-da-lua possui uma adaptação única em aves, chamada de “olho mágico”, os olhos do urutau são grandes e redondos, com a íris amarela. A cor chamativa não colabora para a camuflagem perfeita da ave, por isso os indivíduos fecham os olhos quando a ameaça se aproxima. No entanto, a visão não é interferida, pois a pálpebra superior possui duas fendas que permitem ao urutau enxergar, mesmo com os olhos fechados.

As fendas na pálpebra superior permitem à ave enxergar mesmo com os olhos fechados — Foto: Arte/Maycon Chaves

 

Mede entre 33 e 38 centímetros de comprimento e pesam entre 145 e 202 gramas. (Cohn-Haft, 1999).
Segundo Cleere (1998), o mãe-da-lua apresenta indivíduos com plumagens de colorações distintas, estas plumagens são conhecidas como fase cinza e fase marrom.
Adultos na fase cinza apresentam fronte, coroa e nuca com a coloração  castanho acinzentada amplamente rajado de castanho-escuro. O dorso é castanho acinzentado, com manchas e estrias marrom  escuro. Os ombros são marrom  acinzentados com estrias e manchas esbranquiçadas, listras e estrias marrom escuro.

O uropígio é marrom acinzentado salpicado com marrom, com listras e manchado de castanho-escuro. As retrizes são marrons, amplamente barradas de castanho acinzentado ou branco acinzentado.

Rêmiges primárias de cor marrom, manchadas de marrom acinzentado ao longo das bordas exteriores, e ligeiramente manchada ou barrada de castanho acinzentado ao longo das bordas interiores.

Rêmiges secundarias são marrom, com barras  marrom acinzentado.

Lores e auriculares cinza pálido,  raiado de castanho escuro. Queixo e garganta cinza amarronzado pálido, com listras marrons finas, e  limitada por uma listra na lateral da garganta de coloração escura. Peito e flancos castanho  acinzentado, salpicado de marrom, com listras finas e manchas castanho escuras. Ventre e penas infracaudais de coloração bege, muitas vezes pardacento ou tingido de canela, salpicado e vermiculado de marrom e finamente raiado de castanho escuro.
As íris são amarelas, o bico é preto ou enegrecido e os tarsos e pés podem ser amarronzados, pardos ou ainda cinzentos. Ambos os sexos apresentam plumagem semelhante
Adultos na fase marrom apresentam o mesmo padrão de cor dos adultos na fase cinza, mas a cor de fundo da plumagem é amarronzada ou mesmo marrom acastanhada.
Os  imaturo da espécie são semelhante ao adulto, mas apresentam a plumagem mais pálida e mais esbranquiçados.
Os juvenis da espécie são semelhante ao imaturo, porém são mais esbranquiçados, e manchados de castanho escuro ao longo dos ombros.
Os filhotes, logo após a eclosão dos ovos são cobertos com uma plumagem branca com tons rosados nas partes superiores e apresentam fino barrado cinza escuro.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

mãe-da-lua jovem

 

mãe-da-lua adulto

 

Subespécies

Possui duas subespécies:

  • Nyctibius griseus griseus (Gmelin, 1789) ocorre da Colômbia até as Guianas, nas Ilhas de Trinidad e Tobago, no Brasil e no Norte da Argentina;
  • Nyctibius griseus panamensis (Ridgway, 1912) ocorre da Nicarágua e Sudoeste da Costa Rica até o Noroeste da Venezuela e Oeste do Equador.

(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Alimenta-se de insetos noturnos, em especial de grandes mariposas, cupins e besouros, os  quais caça em voo.

mãe-da-lua alimentando alimentando seu filhote

 

Reprodução

Põe um ovo, em cavidades de tocos ou galhos, a poucos metros acima do solo, incubando-o por cerca  de  33 dias. O filhote permanece no ninho em torno de 7 semanas.

Ovo de mãe-da-lua

 

Casal de mãe-da-lua

 

Ninho de mãe-da-lua

Filhote de mãe-da-lua

Hábitos

Comum em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados. Ainda que tenha o hábito de pousar em locais abertos, permanece disfarçado, sendo facilmente confundido com um galho. Tem o hábito de cantar à noite.

CURIOSIDADES

O nome urutau é tupi e significa “ave fantasma”. Há uma crendice na Amazônia de que as penas da cauda do urutau protegeriam a castidade. Por isso, a mãe varre debaixo das redes das meninas com uma vassoura confeccionada com estas penas.

Conta uma famosa lenda boliviana, que na densa mata habitava a bela filha do cacique de certa tribo, enamorada por um jovem guerreiro da mesma tribo, a quem amava profundamente. Amava e era amada. Ao saber do romance, o pai da menina, enfurecido pelo ciúmes, usou suas artes mágicas e tomou a decisão de acabar com o namoro da maneira mais trágica: matar o pretendente. Ao sentir o desaparecimento de seu amado, a jovem índia entrou na selva para procurá-lo. Enorme foi sua surpresa ao perceber o terrível fato. Em estado de choque, voltou para casa e ameaçou contar tudo à comunidade. O velho pai, furioso, a transformou em uma ave noturna para que ninguém soubesse do acontecido. Porém, a voz da menina passou à ave. Por isso, durante as noites, ela sempre chora a morte de seu amado com um canto triste e melancólico.

No Peru, mais especificamente na amazônia peruana, o Nyctibius griseus é uma ave arraigada na mitologia dos povos indígenas , onde é conhecido como “Ayaymama”, pois seu canto também lembra uma criança exclamando “ai, ai, mama!”. A lenda peruana conta que um bebê foi abandonado por sua mãe na floresta para evitar que morresse por uma peste que já havia dizimado todo o povo. Ele então se transformou em uma ave, que todas as noites  lamenta por sua mãe.
Há muita superstição em torno dessa ave. Algumas pessoas, por desconhecimento acabam por rejeitá-la com medo de mau agouro ou má sorte. Infelizmente, por esse motivo, muitas solicitam o seu recolhimento pela Polícia Ambiental que acaba depositando-as em centros de triagem.

No Brasil, associa-se o canto do Urutau à lenda do Curupira:

O curupira é um anão forte e ágil de cabelos ruivos, presente nas lendas do folclore brasileiro. A lenda do curupira diz que ele é o protetor das florestas, que mora na mata e vive fazendo travessuras. Uma das principais características do curupira é possuir pés virados para trás. Dessa forma, ao caminhar, o curupira consegue enganar alguém que pretenda segui-lo olhando para suas pegadas. O perseguidor pensará sempre que ele foi na direção contrária.

 

Distribuição Geográfica

Presente localmente em todo o Brasil, inclusive dentro de cidades, em áreas bem arborizadas. Encontrado também da Costa Rica à Bolívia, Argentina e Uruguai.

  Ocorrências registradas no WikiAves

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
  • Avibase – The World Bird Database – http://avibase.bsc-eoc.org/species.jsp?avibaseid=7333ADB3332EB885 – Acesso em 28/01/2014.

Galeria de Fotos

 

 

 

 

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